
Catálogo de Serviços e Requisições no Portal Nyverra
Existe uma diferença enorme entre “a TI pode me ajudar com isso?” e “sei exatamente onde pedir isso, o que preciso informar e qual o prazo”. O Catálogo de Serviços é o que transforma a primeira frase na segunda — padronizando o que a TI oferece e como o usuário solicita.
Este guia cobre o Catálogo de Serviços e o módulo de Requisições do Portal Nyverra ITSM: como modelar itens, formulários e aprovações, como funciona o ciclo da requisição e como o catálogo público habilita o autoatendimento.
Interface do módulo no Portal Nyverra ITSM.
Catálogo × chamado avulso
O ITIL distingue incidente (algo quebrou) de requisição de serviço (um pedido planejado). O catálogo é o catálogo de pedidos:
| Natureza | Por onde entra | Exemplo |
|---|---|---|
| Algo quebrou | Chamado avulso | “O e-mail caiu” |
| Pedido padronizado | Catálogo → requisição | “Preciso de acesso à pasta X” |
Quando o pedido está no catálogo, ele ganha formulário, aprovação e prazo definidos — em vez de virar um chamado genérico difícil de medir.
O que um item de catálogo carrega
Cada item do catálogo descreve um serviço e o caminho para obtê-lo:
- Identidade: nome, descrição e ícone (ex.: “Provisionar máquina virtual”, “Solicitar acesso VPN”).
- Formulário: campos dinâmicos por serviço (o que o solicitante precisa informar).
- Visibilidade: interno (equipe) ou exposto no catálogo público.
- Aprovação: se o serviço exige autorização antes do atendimento.
- SLA de entrega: prazo de fornecimento, que pode diferir do SLA de incidente.
- Handoff: para qual fila/aprovador a requisição vai após o envio.
O ciclo de vida da requisição
As requisições seguem um fluxo próprio, com estados que orientam a operação:
| Estado | Significado |
|---|---|
| EM_APROVACAO | Aguardando decisão; o fluxo não avança até o aprovador responder. |
| APROVADA | Autorizada; pronta para execução. |
| FULFILLED | Serviço entregue (cumprida). |
| CANCELADA | Requisição cancelada antes da entrega. |
As ações de aprovar/rejeitar (SERVICE_REQUEST_APPROVE) e cumprir (SERVICE_REQUEST_FULFILL) seguem o RBAC: só quem tem a permissão executa cada etapa.
Quem usa
| Perfil | Uso típico |
|---|---|
| Cliente / solicitante | Escolhe o serviço e abre a requisição no portal |
| Operador | Executa o atendimento e cumpre a requisição |
| Aprovador | Autoriza ou rejeita a requisição |
| Administrador | Mantém itens, formulários, aprovações e analytics do catálogo |
Como usar: passo a passo
Manter o catálogo (administrador)
- Modele o serviço: nome claro, descrição e campos do formulário.
- Defina se exige aprovação e qual o SLA de entrega.
- Publique no catálogo interno e/ou no público.
- Acompanhe o uso no analytics para ajustar a oferta.
Solicitar um serviço (usuário)
- Abra o catálogo (no portal ou na área autenticada).
- Leia descrição, prazo esperado e se requer aprovação.
- Preencha o formulário e envie.
- Acompanhe em Requisições ou em Aprovações pendentes.
Atender uma requisição (operador)
- Liste por status (
EM_APROVACAO,APROVADA…). - Aprove, rejeite, cumpra ou cancele conforme a etapa.
- Se necessário, a comunicação gera um chamado vinculado.
Regras de negócio
| Regra | Explicação |
|---|---|
| Requisição ≠ incidente | Catálogo = pedido planejado; chamado avulso = algo quebrado ou urgente fora do catálogo. |
| Aprovação | Serviços marcados com aprovação pausam até a decisão. |
| SLA de entrega | Pode diferir do SLA de incidente — leia a expectativa na tela do serviço. |
| Handoff | Após criar, o sistema direciona ao aprovador ou à fila configurada. |
Boas práticas
- Mantenha o catálogo enxuto e atualizado — serviço obsoleto gera confusão.
- Padronize nomenclatura e campos para permitir relatórios comparáveis.
- Vincule SLA e aprovação coerentes com o risco/custo do serviço.
- Deixe no público apenas o que o cliente realmente pode pedir.
Erros comuns
| Situação | O que fazer |
|---|---|
| Serviço “coringa” que faz tudo | Quebre em itens específicos; formulários e SLA ficam mais precisos. |
| Formulário com campos demais | Peça só o necessário para executar e aprovar. |
| Pedido entrando como chamado comum | Direcione o usuário ao catálogo; medir requisição separadamente melhora os indicadores. |
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre catálogo e KB?
O catálogo é o que se pode pedir; a KB é o conhecimento de como fazer. Catálogo = ação; KB = consulta.
A requisição sempre passa por aprovação?
Não. A aprovação é uma característica do item — alguns serviços são diretos.
Posso expor o catálogo ao cliente?
Sim, no catálogo público, sem login — é a porta do autoatendimento.
Automatize via API
O módulo é exposto por API (/api/servicos-catalogo, /api/requisicoes-servicos, aprovar/rejeitar/fulfill/cancelar; e o catálogo público em /api/public/servicos-catalogo). Referência em developer.nyverra.com.
Cenários de uso: do pedido ao cumprimento
1. Acesso com aprovação. O analista solicita acesso a um sistema sensível. O item do catálogo coleta o formulário, encaminha ao gestor para aprovação e, aprovado, cumpre com o provisionamento. O histórico mostra quem pediu, quem autorizou e quando foi entregue.
2. Provisionamento padronizado. “Solicitar máquina virtual” tem campos fixos (sistema, porte, ambiente) e SLA de entrega. O time recebe sempre a informação completa — sem o vai-e-vem de “faltou o ambiente”.
3. Onboarding de colaborador. Um conjunto de itens do catálogo (e-mail, acesso à rede, equipamento, assinaturas) vira um fluxo previsível para cada nova pessoa — em vez de pedidos soltos.
KPIs do catálogo e das requisições
| Indicador | O que revela |
|---|---|
| Tempo médio de cumprimento | Eficiência da entrega |
| Requisições por item | Demanda por serviço |
| Taxa de aprovação/rejeição | Alinhamento de políticas |
| Requisições canceladas | Ruído no catálogo |
Tempo em EM_APROVACAO |
Gargalo de aprovação |
Com esses números, o catálogo deixa de ser “vitrine” e passa a ser instrumento de gestão da demanda.
Integração e automação
Itens de catálogo podem disparar automações: ao aprovar “acesso VPN”, criar a tarefa no grupo de rede; ao cumprir um pedido, notificar o solicitante. Conectado ao CMDB, o cumprimento pode registrar o ativo entregue; conectado a contratos, pode debitar do pool de horas quando aplicável. O catálogo vira o ponto de entrada de um fluxo automatizado, não um formulário que gera trabalho manual.
Checklist de implantação do catálogo
- Defina as categorias de serviço (o que a TI oferece).
- Modele cada item: nome, descrição, campos do formulário e visibilidade.
- Determine quais itens exigem aprovação e quem aprova.
- Associe o SLA de entrega a cada serviço.
- Publique no catálogo interno e, o que fizer sentido, no público.
- Treine a equipe e divulgue aos usuários onde pedir cada coisa.
- Revise o uso periodicamente e ajuste itens pouco usados.
Perguntas frequentes adicionais
Quantos itens devo ter no catálogo?
Não existe número mágico. Comece pelos serviços de maior demanda e cresça conforme os pedidos reais aparecem. Catálogo inflado confunde mais que ajuda.
Posso ter o mesmo serviço em versões diferentes?
Sim, desde que a diferença seja clara (ex.: “VM padrão” e “VM alta performance”). O importante é que o nome e os campos comuniquem a diferença.
Como sei que o catálogo está funcionando?
Quando os pedidos chegam por ele em vez de por chamado avulso — sinal de que o usuário encontrou o caminho certo.
Conclusão
Com um catálogo bem modelado, a demanda deixa de ser imprevisível e passa a ser um fluxo padronizado, com aprovação, prazo e rastreabilidade. É a diferença entre atender pedidos e administrar serviços.
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